"Justificativa"
Para tentar justificar o voto que enterra a Autonomia Universitária e desconsidera a participação direta da comunidade acadêmica na escolha de seus dirigentes, o ministro Gilmar Mendes afirmou:
"Ao realizar sua escolha vertida em nomeação de reitor, não se busca vigiar ou punir a universidade, muito menos gerenciá-la, porém se intenciona contrabalancear eventuais deficiências do sistema de seleção de agentes públicos por cooptação da própria corporação a ser chefiada".
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, foi na mesma linha para defender o pleito de Jair Bolsonaro:
"Presumir-se que a livre escolha, entre os três indicados pelo próprio colegiado, seria, pela opção subjetiva do presidente da República, um ato político ilícito, é deixar de lado a vontade da própria congregação".
Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques também votaram contra o pedido do PV.
É, após pedir arrego em 7 de setembro, Jair Bolsonaro parece que caiu nas graças da Suprema Corte.